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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O MPL pode ajudar a direita?

Por: Leonardo Mendes - Publicado no Diário do Centro do Mundo

Imagine uma família com seis pessoas, que precise do transporte público municipal para ir à praia. Quanto ela gastaria por mês se quisesse sair da favela nos fins de semana?

A família vive com um salário mínimo e o bolsa-família, num barraco alugado por 500 reais.

O preço da passagem só faz diferença para os mais pobres, e quanto mais pobres, mais diferença faz.

A classe média já anda de táxi e Uber nos fins de semana ou comprou um carro em 300 vezes. A classe alta vive dos juros da compra de carros e do aumento no preço das passagens.

Só então por meio da empatia podem compreender que 20 centavos fazem diferença.

Podem pensar em quantas latinhas um catador sem vale-transporte precisa recolher para pagar a passagem. E talvez passem a defender então que todos tenham o direito ao transporte público quando quiserem, e não apenas quando puderem pagar.

A única proposta do MPL é que a mobilidade dentro das cidades seja um direito gratuito e universal.

Se isso é possível, já sabemos que sim, e que é realidade em algumas cidades do país e do mundo, inclusive metrópoles como Sidney na Austrália. Os que acusam o MPL de ingênuo e utópico precisam saber disso.

Talvez precisem também considerar o quanto somos cercados por supérfluos e ostentações, quando o que está em jogo é uma questão tão básica quanto pegar um ônibus na cidade.

Mas é compreensível que a direita tenha certeza de que o passe livre é absurdo. Mais difícil é entender a posição de esquerdistas que desprezam o MPL.

Acreditam então que o transporte público necessariamente deve ser cobrado? E que esse dinheiro deve gerar lucro para grupos empresariais?

Ok, mas isso é o que a direita também diz.

E como o MPL poderia ajudar a direita nesse caso?

É uma acusação que se repete, não só em relação ao MPL, mas toda vez que setores da esquerda resolvem criticar governos que se apresentam como esquerda.

Estariam assim fornecendo munição para a direita, apesar de suas ideias completamente opostas.

Ou alguém imagina que um militante do MPL vote em partidos de direita?

Talvez a crítica seja somente à violência de black blocs nos protestos, que fariam o chamado cidadão de bem se afastar da esquerda para tirar selfies com a PM e seus pitbulls.

Mas o que incomoda mais parece ser que o MPL lembra aos governistas que se consideram de esquerda, que os governos não tem conseguido ser muito de esquerda.

Que o sistema impede a mudança, ou então que seus líderes não se esforçam o suficiente.

E assim pode lembrar também o que é ser esquerda, fora de negociações, governabilidades e politicagens.

Lembrar que o passe livre é um ideal da esquerda que o MPL não deve abrir mão, por mais que nenhum integrante seja ingênuo o suficiente de acreditar que estejamos próximos disso.

A longo prazo, todos estaremos mortos, mas o MPL fala ao futuro e não pode ser calado. Cedo ou tarde será ouvido.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Limitar tempo de cartões eletrônicos: a deprimente gincana diária do trabalhador

A Constituição garante o direito de ir e vir. Este direito, por ser básico, deveria ser exercido com total plenitude. Mas parece que as prefeituras na sabem disso e encontraram um meio de limitar esse direito, já que o que vale para autoridades é satisfazer os próprios interesses.

Inventaram um troço chamado cartão eletrônico que supostamente daria direito a pegar mais de um ônibus com algum desconto na passagem. Nada a ver com a baldeação gratuita que acontece em Aracaju que considero o ideal, mas desagrada ao poder privado, os que mandam verdadeiramente nos políticos.Além do mais, cartões eletrônicos trazem a ilusão de "progresso" por envolver tecnologia. E tecnologia safada, para atender a máfias e mafiosos.

Os cartões eletrônicos podem tranquilamente serem chamados de cartões-pegadinha. As autoridades, metidas a sérias e responsáveis, resolveram brincar com a a população e impuseram uma espécie de gincana: limitaram o tempo de utilização dos cartões. O limite varia de cidade para cidade, mas sempre há limites. E como numa gincana, há um festival de obstáculos que a população terá que enfrentar se quiser aproveitar da promoção garantida pelo cartão.

Um dos maiores é o engarrafamento. Políticos poderiam lucrar bastante com a colocação de pedágios para estimular o limite de circulação de carros. Mas não podem fazer isso, pois muitos amigos das autoridades (que não usam transportes coletivos) usam o automóvel como meio. Então o legal mesmo é estragar a vida do mais carente. O usuário de transporte público é que tem que se ferrar!

E as autoridades descobriram que manter engarrafamentos é uma boa ideia para limitar ainda mais o uso esses cartões eletrônicos. Já pensou se o usuário de cartão não chega a tempo para usufruir do desconto? Que maravilha! Ela pagará em dinheiro a passagem integral, que é bem cara! Muito salutar para o Capitalismo ver pessoas carentes se sacrificando para sustentar o luxo de confortáveis empresários de transporte, que mandam e desmandam em secretarias de transporte, sempre submissas a donos de empresas.

Os carões ainda trazem outra vantagem: dispensam as prefeituras de melhorar o transporte criando novas rotas que facilitem o deslocamento direto do usuário de transporte. O jeito é criar a baldeação paga (com desconto, mas paga). Se um sujeito quer ir de Niterói para a Barra, por exemplo, ele que se vire e pegue mais de um ônibus (com a desvantagem de pegar o segundo ônibus cheio, sem lugar para se sentar) e perder um valioso tempo em itinerários longos em trechos ultra-engarrafados. 

E BINGO! A promoção do cartão eletrônico e cancelada mais uma vez e o usuário terá que pagar a integral ou se vire para andar a pé por quilômetros, muitas vezes em dias de chuva e em lugares na tao seguros para se andar, correndo o risco de ser assaltado mais uma vez (o primeiro assalto já foi feito, pela secretaria de transporte, com o cancelamento do desconto não registrado, mesmo com o cartão já pago).

E assim seguem os sistemas de transporte pelo país, onde o usuário, convertido em refém de secretarias de transporte, encara todos os dias uma gincana nada alegre para exercer a sua obrigação de trabalhar em troca de um mísero salário que não consegue suprir um mês de transporte. O mesmo transporte que usa para ir ao seu obrigatório trabalho. Círculo vicioso infeliz nada compensado por autoridades e empresários cada vez mais gananciosos, mentirosos e sádicos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Porque prefeituras priorizam interesses privados, se trabalham para o interesse público?

É mais do que sabido que autoridades não andam de ônibus. Mas mesmo assim, são elas que decidem como vão funcionar os sistemas que controlam esse tipo de transporte. E isso acaba deixando evidente a ganância e o egoísmo das autoridades que são eleitas pela população com o intuito de representá-la, mas ao sentar nos confortáveis tronos de ouro, acabam se esquecendo de quem os colocou em seus privilegiados cargos. Trocando em miúdos: autoridades governam para si mesmas e para empresários, ignorando os responsáveis pelos muitos votos que as elegeram.

E é no transporte que vemos os maiores absurdos das gestões políticas. Fingindo governar em prol do povo que os elegeu, os políticos na verdade governam para empresários, pois estes, donos dos meios de produção e possuidores dos maiores recursos financeiros de uma localidade, sempre exercem influência decisiva, chegando a mandar literalmente nos políticos. Reféns dos empresários, a única saída para os políticos é priorizar os donos do poder econômico, pois é deles que virá o sustento financeiro de muitas atividades.

A população paga impostos. Mas o que são impostos diante de rios de dinheiro oferecidos pelo poder privado e pagos em curto prazo? Por isso é muito melhor satisfazer os interesses dos representantes da política privada (empresários de grande porte não fazem outra coisa senão política privada). 

Empresários de transporte são os verdadeiros governantes das gestões municipais. Mesmo que a pintura padronizada e a criação de consórcios tenha limitado os privilégios desse grandes senhores, os donos das empresas ainda gozam de algum prestígio diante de prefeitos e secretários. Estes, passam a falar fino com empresários, enquanto falam grosso com a população que os elegeu.

Isso significa que prefeitos nunca criariam medidas que prejudicassem os interesses dos empresários. Se alguém tem que sofrer para "equilibrar" o sistema, teria que ser a população. Por isso medidas e mais medidas desagradáveis são lançadas para preservar os interesses dos poderosos. Chega-se a criminalizar  toda tentativa de diminuir os lucros dos empresários, mas nunca se criminaliza o abuso destes aos mais humildes. A corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco.

Portanto, esqueçam que prefeitos trabalham para a população. Isso é fantasia. os projetos de mobilidade visam pompa e promoção pessoal de gestores públicos e privados e não qualidade de vida. Pouco interessa para os prefeitos se uma pessoa tem que andar quilômetros para ir de sua casa até o transporte mais próximo para o trabalho. Autoridades nunca passam por esta situação (e as que passaram na vida, se esqueceram rapidamente). 

Prefeitos querem mais é ampliar poder e se dar bem com isso, se aliando com os mais fortes (os empresários) e adotando medidas que possam garantir lucros e manter o alto padrão de vida de políticos e de empresários, estes que nunca podem ter seus interesses prejudicados.

O fraco sofre para que o forte possa viver com tranquilidade. Assim foi, assim é, assim será.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Limites de utilização de cartões eletrônicos expõem ganância de políticos e empresários

Os passageiros não sabem, mas ao utilizar cartões eletrônicos se transformaram em reféns de empresas e políticos. Como que uma pegadinha humilhante, o passageiro tem que se virar para utilizar o cartão durante um curtíssimo espaço de tempo para poder aproveitar do desconto que terá na passagem do ônibus. 

Autoridades falam hipocritamente que é um direito do cidadão. Mas a imposição de limites também é a limitação do direito de ir e vir, garantido pela constituição. Logo a limitação de tempo para a utilização de cartões eletrônicos e inconstitucional. Ao não ser que para as autoridades, andar a pé durante horas em uma longuíssima distância seja o exercício digno do direito de ir e vir.

A ganância de empresários e de políticos (que não usam transporte coletivo que oferecem, é bom lembrar e grifar) está bem extrapolada. Serviços como saúde, educação, transporte, segurança e os meios de comunicação, estão todos corrompidos pela ânsia de multiplicar dinheiro. Não o dinheiro necessário para a sobrevivência ou para o pagamento de custos. Mas o dinheiro excessivo que transforma empresários e políticos em super-humanos privilegiados que se acham no direito de viver melhor do que o resto da humanidade.

É esse dinheiro excessivo que é protegido pelas leis que além de limitar a utilização dos cartões, criminaliza a utilização destes por alguém que não seja titular, mesmo que seja um parente. Mas estranhamente ninguém criminaliza os abusos cometidos por empresários e políticos. A função de cobrador vem sido extinta compulsoriamente, demitindo multidões de trabalhadores e ninguém criminaliza essa demissão que prejudica a vida de muitos, chegando a matar alguns.

Os novos sistemas de transporte licitados parecem uma maravilha diante dos holofotes. Mas por de trás das cortinas há muita sujeira podre e muitas más intenções não assumidas que resultam da ganância e do egoísmo, além de sinalizar a falta de responsabilidade humana e a negligenciação do respeito com um direito mínimo que é garantido pela Carta Magna de nossa nação.

Pedimos o fim dos limites de tempo para a utilização de cartões eletrônicos. 24 horas de utilização, todos os dias, incluindo finais de semanas e feriados. O cidadão que paga impostos têm o direito de ir e voltar como quiser e quando quiser, baseando em sua própria decisão e necessidade. Limitar tempo é o mesmo que limitar o direito de ir e vir. As autoridades já recebem uma boa quantia de dinheiro por meio de impostos e os empresários por meio do que já é pago em caríssimas passagens e na confecção e recarregamento dos cartões.

Cancelar o limite de utilização dos cartões é o mínimo que podem fazer como respeito pelo direito de ir e vir, num sistema cada vez mais caro e cada vez pior em qualidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A pintura padronizada tem a intenção de esconder empresas

Em 2010, o prefeito Eduardo Paes, sob as orientações de Jaime Lerner, criador do superestimado sistema de Curitiba e prefeito da cidade nos tempos da Ditadura Militar, decidiu impôr, sem qualquer tipo de consulta popular, uma uniformização da pintura dos ônibus, por entender que  identificação das empresas era de interesse exclusivo das Secretarias de Transporte e supérflua para a população, que deveria se conformar com a marca da prefeitura estampada nos ônibus.

Pensando se tratar de "modernidade", vários prefeitos de cidades pelo país todo resolveram copiar a medida, que na verdade é de quarenta anos atrás", impondo a medida de pintar propriedades privadas com estampas que servissem de propaganda pessoal das gestões que as controlam.

O ideal seria que prefeitos criassem suas próprias empresas públicas e colocassem nelas as pinturas que quisessem. Mas empresas públicas, como a CTC e a CMTC, fracassaram nas gestões, representando gastos excessivos. A novidade, legal para as gestões, é usar empresas alheias e brincar de "CTC" impondo a elas características das empresas públicas que não são criadas. O nome dessa medida e "criar consórcios".

Cria-se um edital que na teoria respeita as características das empresas, mas na prática as transformam nas empresas púbicas sonhadas pelas gestões. Secretários de transporte se transformam em empresários de transporte e os donos das empresas licitadas em empregados da prefeitura. Fala-se em sistema de concessão, mas na prática parece uma encampação enrustida.

Há o direito da população de conhecer as empresas que operam, que não e respeitado. A ditadura federal acabou, mas prefeitos, livres de algo que os limite, preferiram criar sua ditaduras municipais, privando a população de opinar sobre o que é bom para as suas cidades.

Curiosamente os sistemas que aderiram a padronização envolvem entre as empresas licitadas, as mesmas que rodavam antes da licitação, o que leva a crer que a padronização de pintura está servindo como forma de esconder uma irregularidade. Feira de Santana, uma das poucas a fazer uma licitação 100% limpa, desistiu da pintura padronizada e permitiu que as empresas pintassem seus ônibus como quisessem, favorecendo a sua identificação.

Sistemas que a pintura padronizada foi adotada, já demonstram estra em decadência, com inúmeros erros, má conservação da frota (há suspeitas de sabotagem por parte de quem não concorda como a padronização visual) e mudanças feitas sem o estudo adequado que só aumentam os transtornos de quem utiliza. E é sempre bom lembrar: autoridades não andam de ônibus. Os problemas não as atingem, o que as faz subestimar as consequências de seus próprios erros.

Continuemos com os transportes piorando cada vez mais. Mas culpemos as prefeituras. Pois é o nome delas que aparecem em letras garrafais nas pinturas dos veículos. Se elas assumem seus nomes nas pinturas deveriam assumir suas responsabilidades na decadência dos sistemas de transporte.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Povo assim, os corruptos adoram

Dois episódios nos tempos do Orkut me inspiraram a escrever esse texto. Mesmo que não estejam diretamente ligados ao assunto deste tópico, me ajudaram a pensar a respeito.

Um é a polêmica dos busólogos que passaram a defender a padronização visual dos ônibus do RJ e os problemas que vieram junto (que os mesmos ainda insistem em dizer que não existem).

Outro é um tópico da comunidade "Eu odeio a seleção brasileira", que define como idiota quem torce pela seleção da Argentina. Apesar de não gostar de futebol e de reprovar de uma certa forma o fanatismo do futebol argentino, se percebermos bem, o fanatismo deles não é tão alienado como o nosso, pois além do futebol ser tratado como mero esporte - aqui o futebol tem uma importância exagerada para as características que possui - , o povo de lá se rebela contra os abusos das autoridades. Aqui, chegam a beijar os pés de algum político abusado.

O brasileiro é tradicionalmente um povo medroso e submisso. O povo bravo do Hino Nacional, que "não foge a luta" existe só na letra. Na verdade o povo brasileiro até se sente confortável com o cenário atual, com paliativos disfarçados de "soluções definitivas" e deslumbrado com o crescimento da indústria do entretenimento no país. Viramos a potência da diversão mundial e isso parece satisfazer a população.

Já em qualidade de vida, ainda estamos entre os piores. Basta colocar os problemas debaixo do tapete ou tentar "resolvê-lo" com paliativos como bolsas disto e daquilo ou esmolões como o "Criança Esperança". Resolver de maneira concreta os problemas exige esforço e risco e a população não está preocupada em enfrentá-los para uma melhoria definitiva. Se não dá para resolver um problema, o jeito é fugir para as drogas licitas ou não ou para a farra das noitadas e do futebol. Fuga, fuga, fuga, essa é a ordem.

E isso agrada muito a autoridades e grandes empresários. Desde os anos noventa, esse aspecto tem ajudado a atrair a atenção de vários grandes empresários estrangeiros. Um deles, que obviamente não se identificou, foi enfático: "quero investir no país porque o povo daqui é obediente e a mão de obra é barata". É o preço que o povo tem que pagar por ser tão alienado e conformista.

E as autoridades, sobretudo as corruptas, se beneficiam desse cenário, pois ficam livres da ameaça de revolta popular. A população se limita a reclamar pelas costas, mas aquela "reclamação" que já é permitida pela grande mídia, muitas vezes não levada a sério pelos alvos dessa reclamação e incapaz de romper a "impermeabilidade" desse políticos, que permanecem impunes.

Infelizmente, não tenho orgulho de viver nesse país. Parece que para muitos, os problemas existentes já fazem parte de nossa nação. Como se integrassem o nosso folclore. E isso contribuí ainda mais para que eles permaneçam.

Mas não faz mal. Se a situação se complicar, vai todo mundo correndo se esconder em um estádio de futebol ou em alguma boate e se alucinar com alguma cerveja. Até que o velho problema não resolvido volte para lembrar os brasileiros de que ainda continua vivo, sadio e atuante.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ditadores pseudo-democráticos

A lei nos diz que o Brasil é uma democracia. O Brasil todo, não. Pelo menos no Rio de Janeiro, a democracia parece não ter chegado. Por causa dessa irresponsabilidade chamada "copa do mundo de futebol", o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes e seus aliados políticos, passam por cima dos interesses da população sem medir consequências e respeitar seus direitos. 

Para eles, tudo é decidido por cima, na marra. São capazes até mesmo de atropelar a Constituição Federal, a lei máxima do país, que protege muitos direitos da população, para satisfazer os interesses particulares da cúpula governamental do Estado.

Muitos episódios mostram a truculência dessa dupla que se acha dona da verdade, conhecedora dos segredos mundiais e por isso, pensa que pode decidir tudo sem consultar o interesses daqueles que os colocaram no poder.

Pra começar, para as obras da copa, passavam por cima de tudo, residências, reservas florestais, monumentos históricos, entre outras as coisas. Impuseram que mais de 45 empresas de ônibus usassem uma mesma pintura, confundindo usuários e favorecendo a crescente redução de qualidade do transporte carioca, visivelmente observada na má conservação da frota e nos já rotineiros acidentes que nunca param de acontecer.

Mas o cúmulo aconteceu durante as obras de reforma do Maracanã (já foi um erro optar por reformá-lo, ao invés de construir um Estádio totalmente novo, como fizeram em Salvador, com menos custos e mais rapidez), já que uma escola, uma instituição indígena e até mesmo o anexo poliesportivo Célio de Barros serão derrubados para a ampliação do estacionamento. Estacionamento? Isso não estimula a utilização de automóveis? Que projeto de mobilidade urbana é esse?

Argumentam os irresponsáveis que isso tudo faz parte das exigências da FIFA. Mas no caso da escola e da instituição indígena isso não procede. A FIFA incluiu em suas exigências a manutenção de escolas e de instituições compromissadas coma preservação cultural da sociedade, o que inclui a Casa do Índio. Mas as autoridades fecharam seus ouvidos e mantém a derrubada, como mulas que se recusam a sair do lugar.

Resta saber que legado é esse que ficará após a copa, se explicitamente as autoridades observam essa copa (e também  a olimpíada) como fins únicos, ignorando tudo que passa longe de tais eventos. Dá para perceber que teremos ruínas em 2017, como fizeram com o PAN que aconteceu anos atrás no RJ.

E como a corda arrebenta para o lado do mais fraco, quem sairá perdendo é a população. Como sempre acontece, todos os anos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Premiação de pintura e uma discussão sobre padronização

OBS: A colocação de farda nas frotas de ônibus é uma medida inútil que só serve para fazer propaganda de prefeituras e para confundir usuários e entediar busólogos. Como algo que não tem utilidade possa ser tão defendido pelas autoridades como se fosse um modismo? "Se todos adotam, vou adotar também", pensam os prefeitos que dotam essa medida.

Bazani tem visibilidade e razão para questionar a padronização visual e mostra neste texto a importância da identificação das empresas. Esconder a identificação de empresas é ir contra a natureza de concessão que caracteriza o serviço de transporte e impor uma encampação enrustida que faz todos pensarem que as frotas pertencem à prefeitura, numa CTCização bem cafajeste que tem causado muitos problemas e favorecendo a corrupção e a impunidade de empresas mal administradas.

Em tempo: discordo da premiação da pintura nova da Catarinense. Como uma estampa escolhida na má vontade e sem criatividade nenhuma, possa ser considerada uma das melhores? Há gosto pra tudo.

Premiação de pintura e uma discussão sobre padronização

Publicado em  blogpontodeonibus - Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Em época de padronização de pinturas de ônibus urbanos quando em boa parte dos sistemas, a identidade visual da companhia que era uma forma também de relacionamento com a população acabou dando lugar para designs pouco criativos e que parecem ter mais o objetivo de promover partidos políticos e administrações públicas, se destacar com layout tem se tornado uma verdadeira conquista.

E uma das mais conceituadas premiações de pintura, o Concurso de Comunicação Visual e Pintura de Frotas, que está em sua 44ª edição, com promoção da OTM Editora, teve como vencedora na categoria Transporte Urbano de Passageiros uma empresa que opera em área onde há padronização, na Grande São Paulo.

A Metra, operadora de ônibus diesel, veículos elétricos híbridos e trólebus no corredor ABD, que liga as zonas Sul e Leste da cidade de São Paulo por municípios do ABC Paulista, conseguiu o primeiro lugar da categoria com a pintura nas cores predominantes verde e branco.

A pintura caracteriza boa parte dos trólebus e ônibus híbridos e faz alusão à sustentabilidade pelo fato de estes veículos emitirem baixos índices de poluição.

A ideia da pintura nasceu na própria Metra e teve autorização da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, gerenciadora dos sistemas de ônibus metropolitanos na Grande São Paulo, Baixada Santista e região de Campinas.

A pintura também se relaciona a outro programa ambiental da empresa, o Corredor Verde, que já foi responsável pelo plantio de cerca de 5 mil árvores ao longo das canaletas de ônibus operadas pela Metra.

Além das cores verde e branca, há ilustrações de pássaros e flores, o que mostra a intenção de exaltar a necessidade de preservar a natureza para um mundo melhor de se viver e também mais bonito de se ver.

O mérito da empresa foi que, além de passar essa mensagem, ela conseguiu ter uma identidade própria nos veículos sem romper de vez com a padronização imposta pelo poder público.
As faixas e ângulos do desenho seguem o esquema da pintura oficial.

O exemplo da Metra pode mostrar que é possível o poder público imprimir uma marca da região ou mesmo da gestão sem deixar que as empresas percam sua identidade. Assim, se houvesse mais flexibilidade nas pinturas de ônibus, as empresas que operam bons serviços ganhariam por não serem confundidas com companhias cuja qualidade é inferior e a população acima de todos teria benefícios, pois identificaria melhor o ônibus que vai atender ao destino e teria garantido o direito de saber qual empresa a está servindo.
Hoje em dia, muitas pessoas pensam que os ônibus são da EMTU ou das prefeituras e gestoras, sendo que pertencem a empresas particulares cujos sistemas são gerenciados por estes órgãos.

Além disso, para a boa empresa de ônibus não há um nivelamento por baixo. Por exemplo, não parece justo companhias metropolitanos com serviços satisfatórios, como Rigras, Auto Viação ABC, Urubupungá, serem visualmente identificadas pela população da mesma forma que empresas problemáticas como EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André e Viação Ribeirão Pires, que são marcadas por reclamações constantes dos passageiros e recebem notas abaixo da média em avaliações como o IQT – Índice de Qualidade do Transporte, da própria EMTU.

Já em relação aos ônibus rodoviários, intermunicipais ou interestaduais, a flexibilidade para as empresas já é maior.

Na categoria Transporte Rodoviário de Passageiros, a empresa vencedora do 44º Concurso de Comunicação Visual e Pintura de Frotas foi a Auto Viação Catarinense.

A empresa de ônibus que opera nas regiões Sul e Sudeste do País e pertence ao grupo JCA, que detém outras empresas como 1001 e Viação Cometa, mudou recentemente seu layout. A companhia deixou as tradicionais faixas azul e vermelha estampadas na lataria pintada de branco para um visual diferente com as letras que formam a palavra Catarinense estampando praticamente toda dimensão lateral do veículo.

A mudança de pintura dividiu opiniões pelo fato de o design anterior ser uma das marcas da companhia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Ônibus? Não sei o que é! Não ando nele!"



Todos estão carecas de saber que quem dita as regras do transporte público são justamente quem não usa com frequência os mesmos transportes. Por isso que os transportes representam um setor que há séculos sempre demonstra muitas falhas que não são realmente resolvidas.

Para tentar acalmar os usuários - ou talvez iludí-los - foi criado o modismo da "Mobilidade Urbana", nome pomposo dado a uma série de medidas que são claramente inspiradas no modelo lançado em 1974 pelo político e arquiteto Jaime Lerner, que já mostrou, do contrário que muitos pensam, que não é um sistema perfeito e nem universal, cabendo a cada prefeito escolher um modelo que respeitar as características de cada cidade.

Mas como no Brasil, é hábito colocar paliativos no lugar de soluções definitivas e dar muita ênfase ao aspecto visual (é evidente que a música, por exemplo, faz mais sucesso entre os brasileiros pelo apelo visual do que pelas canções em si - o falecido Michael Jackson que o diga).

E por causa desse aspecto visual, dá-lhe estações bonitas, ônibus compridos, vias elegantes, verdadeiras passarelas que levam o belíssimo sistema para lugar nenhum. Não que o sistema fosse ruim, mas ele não pode ser visto como uma solução em si. Vários fatores deveriam ser analisados - que não o farei aqui, pois não é a proposta dessa postagem).

Aí ficou fácil para as autoridades posarem de "heróis" do sistema de transporte, com os belos "minhocões" deixando todos de queixo caído, vias - cujas obras já surgem com polêmicas, por derrubarem residências, algumas reservas florestais, inclusive - que embelezam as avenidas, deixando-as com cara de cenário de road movie americano. Uma beleza.

Mas e o sistema como um todo? Todo o novo sistema do Rio já está um fiasco. Nem os BRSs conseguiram melhorá-lo, dando apenas uma aparência de moderno que só os que não utilizam o transporte coletivo têm condições de aplaudir. Em outras capitais que já utilizam sistema semelhante, as falhas se estendem a denúncias de corrupção e favorecimentos ilícitos, além de falcatruas facilitadas pela não-identificação de empresas - motivo de muito escândalo em Brasília, capital do país, onde a padronização visual favoreceu até a pirataria.

Os defensores do sistema argumentam que as críticas vem de gente "infantil" e "irritada com o fim da diversidade visual" dos ônibus, como se este fosse o único problema no sistema atual de ônibus nas capitais brasileiras.

Eles é que estão por fora, pois os defeitos, que são muitos, não possuem grande visibilidade para quem, como eles, não utiliza o sistema, enxergando maravilhas que só possam ser vistas por binóculo. Como se a existência de micróbios num ambiente aparentemente limpo não pudesse justificar a existência de sujeiras e doenças neste ambiente.

Aqueles que não utilizam o transporte têm o dever de ficarem calados e pararem de puxar o saco das autoridades que, igualmente não utilizam o transporte que administram. Se não derem razão aos usuários, que sofrem pelos defeitos cotidianos que aumentam cada dia, nunca saberão os reais problemas que as autoridades insistem em não resolver.

E não conte com as "minhoconas" para resolvê-los. Talvez as coisas piorem ainda mais.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TV em ônibus é a maior palhaçada

O brasileiro é viciado em TV. Não consegue viver sem a sua caixinha hipnotizadora. A TV é a maior responsável pelo péssimo nível baixíssimo da intelectualidade de nosso povo, cada vez menos acostumado a pensar. E quando pensa, pensa errado.

E como para as autoridades, é sempre bom manter o povo bem alienado, decidiram colocar aparelhos de TV em ônibus, com o pretexto de criar uma "distração" para os passageiros. Distração? Para mim, "TV de ônibus" é a janela e não faltam coisas para se ver durante as viagens.

Muitos defensores da ideia já deixam bem clara a mentalidade tosca e limitada de quem ainda vive se iludindo com as escassas e idiotizantes opções de lazer que as autoridades oferecem a quem tem pouco dinheiro. Consequências da lavagem cerebral da "máquina de lavar cérebros".

Já basta que de bares a salas de espera de hospitais, temos que aguentar a - desnecessária, onerosa, mas obrigatória - instalação desses aparelhos, com as inutilidades que aparecem nas telas que irritam a paciência de qualquer pessoa com algum nível satisfatório de quociente de inteligência.

Quando entro nos ônibus com TV dá até uma sensação de mal estar, pois para quem gosta de sossego não pode curtir a viagem em paz com uma TV ligada. Quem gosta de TV, que compre uma portátil ou prepare seu celular para receber sinais de TV e assista com fone de ouvido, em suas cadeiras.

Instalar aparelhos de TV em ônibus é desrespeitar quem precisa de algum sossego durante o deslocamento para o destino desejado.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acreditar que "benefícios" da copa serão "eternos" é o mesmo que confiar em autoridades corruptas

Uma onda de otimismo exagerado tomou conta do país por causa dessa copa desnecessária. O Brasil virou a meca do entretenimento e por isso os gastos com diversão viraram prioridades, mesmo com os problemas típicos de terceiro mundo ainda mantidos.

E com isso, muita gente se alegra com as obras de mobilidade urbana que serão feitas por causa do evento. Há uma polêmica, já que muitos dizem que não estão sendo feitas por causa da copa, mas ao memo tempo que provam que estão. Se estas obras não são para a copa, porque precisam desse evento para serem feitas? E porque os projetos priorizam trajetos que estão diretamente ligados ao evento?

Quem pensam que querem enganar? Tá na cara que estas obras estão sendo feitas para a copa. Mas aí eu pergunto, porque não cancelar essa copa e simplesmente concluir as obras. Os alienados vão argumentar que somente com a copa é que estas obras poderão ser construídas. Falta de raciocínio lógico adequado.

Das duas uma: Ou essas obras são para a copa e dependem dela para serem feitas, ou são para a população, podendo cancelar o evento e continuar tranquilamente. Para mim, apesar dessas obras não dependerem de copa para serem feitas - ao menos que queiram jogar uma pelada numa estação de BRT - é por causa desses eventos que elas estão sendo feitas, com a única finalidade de promover os políticos responsáveis diante de uma demanda estrangeira - que não será tão grande assim - e mostrarem uma fachada primeiro-mundista de nosso país, numa tentativa de esconder ainda mais os problemas crônicos , que aliás não serão resolvidos com os BRTs. Ou os enormes ônibus articulados vão tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres. Melhorias para mim, só se houver um Robin Hood no Brasil. Só ele salva.

De repente, todos começaram a confiar em políticos corruptos

E pelo jeito o plano desses políticos não só está ajudando a promover a imagem diante do mundo como diante dos brasileiros também. De uma hora para a outra, a população começou a confiar nos políticos, normalmente corruptos, na conclusão e manutenção dessas obras. Vários acreditam que elas estão sendo feitas para a população, quando a realidade mostra que não é bem assim.

Mesmo que permaneçam, essas obras de mobilidade urbana irão perder a eficiência com o encerrar dos grandes eventos. Não é tradição de nossos políticos fazer algo que agrade a população. Com o tempo, os enormes articulados vão se mostrar grandes "elefantes brancos" que não ajudarão a reduzir os automóveis - simbolo de status para muita gente ainda - e muito menos resolverão os problemas de trânsito das cidades onde estarão instaladas.

Com o tempo, os articulados irão apodrecer com a má conservação e se mostrarão caros, podendo ser substituídos a longo prazo por ônibus menores e muito mais baratos de se conservar. Para os fanáticos por articulados, isso parece um pesadelo, mas experiências passadas mostram que são grandes as chaces disso acontecer. Até mesmo em Curitiba, que antes desse modismo da mobilidade estava comprando mais ônibus convencionais de motorização dianteira, só aderiu aos belos Megas BRT por causa desse mesmo modismo. Quando a festinha acabar, voltamos aos velhos "cabritos" também na capital paranaense. Para quem não sabe, já se fala na extinção dios biarticulados, com a conclusão das obras do metrô curitibano. É aguardar para ver.

Muitos problemas, muitas cidades, mas uma só solução

Outra coisa a observar é que todas as cidades estão usando uma só solução para o transporte, inspirados no BRT de Curitiba. Parece que toda cidade resolveu brincar de "Mamãe eu sou Curitiba". Até a apertadíssima São Gonçalo, resolveu aderir ao modismo. Todas se esquecendo de que colocar articulados em vias exclusivas não é a única solução para o transporte e que apesar de ser mitologicamente considerado perfeito, também possui desvantagens, como veículos grandes demais e a longa distância entre os pontos de ônibus e o destino de muitos passageiros, já que os BRTs não rodam em todas as ruas.

O brasileiro tem tradição modista. Adora modismos, que pagam aqui com muita rapidez. E os modismos duram, como o secular modismo do futebol que atrai gerações e gerações e que faz todo mundo ficar feliz em sediar o seu esporte "preferido", em muitos casos, colocando acima de interesses mais sérios e necessários. Divertir virou a palavra de ordem. Divertir ficou mais importante que do que viver.

E justamente essa mentalidade de diversão e fascínio pelo espetáculo que faz todos babarem pelos enormes articulados que irão circular nas vias exclusivas. Uma admiração claramente subjetiva, apaixonada, ao mesmo tempo irresponsável. Não adianta argumentar que a defesa dos BRTs visa o bem estar de seus usuários. Isso não convence quem sabe que cada caso é um caso e que muita coisa tem que ser feita para melhorara mobilidade urbana, que colocar articulados, além de ser apenas um detalhe desse projeto de mobilidade, ele não serve para qualquer localidade.

Defender essas obras como única solução do transporte e ignorar as suas consequências negativas, seja a sua inadequação, seja o descaso em sua conservação após os eventos, é na verdade aderir a um espetáculo miraculoso proposto pelas corruptas autoridades, muito mais interessadas em ganhar dinheiro enganando a população, do que oferecer um serviço de qualidade que possa causar um bem estar à mesma.

Acordem, população, isso é Brasil. Milagres não existem. E segurem as suas carteiras! Tem gatuno por perto!

domingo, 27 de março de 2011

Eduardo Paes prefere "temperar comida" com remédio

Eduardo Paes disse em entrevista no rádio, que a diversidade de pinturas dos ônibus, um dos símbolos da Cidade - outrora - Maravilhosa, lembra a pintura de azeite português (no sentido pejorativo). Busólogos e a comunidade portuguesa se irritaram com a declaração.

Paes, pelo jeito deve adorar as embalagens de remédio, sobretudo os do laboratório Boehringer Ingelheim, que inspiraram a estética adotada compulsivamente para a frota municipal carioca.

Eu mesmo sou um apreciador do delicioso azeite português. Quando coloco gotas de azeite português em minha comida, chega a abrir o apetite de tão gostosa que fica a comida temperada desta forma. Ah, saudações ao simpaticíssimo povo português, injustamente alvo incessante de piadas maldosas. Essa de Paes foi mais uma que deixou os portugueses irritados, com muita razão.

Daqui a pouco veremos todas as casas da Lapa sendo pintadas com a insossa cor-de remédio, iniciando uma padronização dos prédios cariocas.

Vejam o que ele mandou fazer quando percebeu que havia duas garrafas de azeite português durante um jantar oferecido por ele:



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os rumos da padronização visual carioca



Mostramos agora, em primeira mão, a foto do novo ônibus da frota padronizada carioca devidamente pintada e já com a sua nova linha devidamente creditada.

A empresa ninguém sabe. Dizem que é uma tal de Fudidos Embrominense. Mas não dá para perceber por causa da pintura, que é igualzinha as de outras empresas. O consórcio é o Interbosta, que serve as áreas de Merda, Raio que o Parta, PQP, Fundo do Poço e Direto pro Ralo. A linha em questão é a "666 não chateia" que liga Lugar Nenhum (da área Intercú) a Fundo do Poço, passando pelo Raio que o Parta.

É uma linha com destino interessante, certamente para onde irá esse sistema monocórdico e corrupto do novo sistema de ônibus do Rio. A pintura é uma só, mas as caras são muitas...

A Família Paes



Pelo jeito, o prefeito malucaço ficou empolgado com a padronização visual dos ônibus cariocas e resolveu padronizar também a sua família. De hoje em diante, todos os membros tem a cara dele. para isso todos correram para o bisturi, para se transformarem em sósias do prestigiado membro patriarcal.

Diversidade visual, segundo Paes, polui muito. Humpf!